Monthly Archives: dezembro 2014

a gentrificação moderna é hipster?

Graffite, arte de rua, eventos nas ruas, coletivos alternativos, espaços alternativos sejam galerias, bares ou teatrinhos, tudo isto é fundamental para gentrificar territórios dentro do processo do urbanismo neoliberal. Desde os anos 60 que jovens moderninhos ocupam galpões e espaços em regiões centrais com infraestrutura para seus ateliers e afins. Nova Iorque foi um exemplo muito claro deste processo, principalmente na região do Soho (Fábrica ou Factory do Andy Wharol, por exemplo).

Em BH temos o Baixo Centro já sendo gentrificado por pessoas “inocentes” e bem intencionadas. Lugar de disputa dos movimentos sociais e culturais que defendem o uso livre da cidade (Duelo de Mcs, Samba da Madrugada, Praia da Estação, Ocupações Culturais, Teatro Espanca, …) agora vem claramente passando por um processo de enobrecimento hipster que vai facilitar as estratégias da Prefeitura em expulsar os pobres de um território de grande interesse do mercado imobiliário. Temos por ali também Museus e espaços restaurados pelo Patrimônio Histórico como o Museu de Artes e Ofícios que é gerido por uma das donas da empreiteira Andrade Gutierrez que é a empresa que manifestou interesse junto à PBH por realizar a Operação Urbana Consorciada Nova BH que neste momento está sendo investigada pelo Ministério Público tendo vários agentes públicos sendo incriminados por diversas ações criminais e de improbidade adminsitrativa.

A grande pergunta que fica é: como melhorar a qualidade de vida nas cidades (dentro de um sistema capitalista que vale a lógica do mercado imobiliário e da cidade-empresa) sem gentrificar? Quais os dispositivos legais e de gestão pública poderiam estar sendo utilizados para minimizar danos? Alugel social seria um deles? Mas como se o Estado vem privatizando ou doando terrenos e imóveis públicos para a iniciativa privada? Porque o Estado agora compraria novamente imóveis para alugar?

Taí um belo campo de pesquisa para arquitetos e urbanistas, gestores culturais e sociais!

E aqui alguns textos que abordam muito diretamente este tema:

Gentrificação: os perigos da economia urbana hipster

http://www.archdaily.com.br/br/758003/gentrificacao-os-perigos-da-economia-urbana-hipster?fb_action_ids=10152919729834380&fb_action_types=og.likes&fb_source=feed_opengraph&action_object_map=%7B%2210152919729834380%22%3A990807347613081%7D&action_type_map=%7B%2210152919729834380%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

 

Why we paintede over Berlin’s most famous graffiti

http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/dec/19/why-we-painted-over-berlin-graffiti-kreuzberg-murals

 

 

a privatização da cultura

Enquanto leio este livro fundamental pra compreensão do sistema da arte e da cultura desde os anos 70 “Privatização da Cultura” da pesquisadora CHIN-TAO WU, me lembrei de uma revista importantíssima que Nelson Brissac fez sobre processos de gentrificação e super valorização imobiliária via equipamentos culturais em SP que se chama “Máquinas de guerra contra aparelhos de captura”  http://www.pucsp.br/…/foton…/maquinas_de_guerra_ebook_pt.pdf

OBS: Vale uma pesquisa tbém pra BH! Andrade Gutierrez, Museus, Operações urbanas! 

Estamos em REVOLUÇÃO!

Estamos em REVOLUÇÃO!
Só não vê quem acha que esta somente se dá com a derrubada armada do poder instituído.
Uma nova ontologia multitudinária ocupa redes e ruas, e vem ocupando instituições, principalmente quando a crise do capitalismo neoliberal já destruiu grande parte do bem estar social garantido pelas políticas de Estado desde o pós-segunda guerra…
Mas dos EUA ao oriente, passando por países árabes, capitalistas ou não.

“Que “la revolución ya no es posible” es una tesis que sólo puede sostenerse desde la mirada del poder. Tener poder es precisamente pretender dominar un determinado espacio de lo posible: de lo que puede ser o no ser, de lo que puede pasar o no pasar. En este caso, el “ya no” de la sentencia encierra la revolución entre una posibilidad pasada y una imposibilidad futura. La neutraliza presentándola como una experiencia histórica caducada. Pero para los sin-poder, lo posible siempre es una cárcel, un espacio de dominación. La revolución, por tanto, nunca ha sido posible ni imposible. Revolucionaria es, precisamente, esa acción colectiva que hace emerger una posibilidad imprevista, una novedad radical que no estaba contenida en el abanico de lo que podía pasar.

¿En qué consiste esa posibilidad con la que el poder, ya sea neoliberal o disciplinario, nunca cuenta como realmente posible? El mismo Marx la describe en La ideología alemana con unas palabras muy claras: la revolución consiste en “la apropiación de la totalidad de las fuerzas productivas por parte de los individuos asociados (…) que adquieren, al mismo tiempo su libertad asociándose y por medio de la asociación”.

En el capitalismo actual, las fuerzas productivas ya no son solamente los medios de producción industrial. Son todos los medios que reproducen la vida, material y simbólicamente. La revolución es reapropiarse de ellos colectivamente, es decir, por medio de esta capacidad de asociación y de cooperación que nos hace libres. Me pregunto: ¿no es esto, precisamente, algo que está pasando? Los movimientos sociales y los emprendimientos cooperativos que, en tantas partes del mundo hoy, autonomizan su capacidad de gestión y de creación de formas de vida, ¿qué hacen sino proponer y plantear concretamente formas de reapropiación colectiva de la vida?

¿Y si la revolución, más que “no ser ya posible”, es algo que está continuamente pasando? La revolución sería entonces la posibilidad más permanente, más insistente y más inminente del sistema capitalista. No es que ya no sea posible, sino que está siempre ahí, teniendo lugar y siendo combatida, reconducida, neutralizada. Lo que ha cambiado no es la posibilidad de la revolución sino su forma y concepción histórica. En un mundo posthistórico, la revolución ya no será un acontecimiento histórico, único, que cambiará para siempre el curso de la historia. Y en un mundo postpolítico, la revolución ya no será una mera toma del poder político. Más allá de la historia política de las revoluciones, hoy se impone la intempestividad de las revoluciones que ya están teniendo lugar. Si el poder no quiere verlas, nosotros sí.” Marina Garcés es filósofa.

http://ccaa.elpais.com/ccaa/2014/12/26/catalunya/1419622717_816659.html

 

A privatização das prisões interessa a quem?

PSDB I AÉCIO NEVES I MÁFIA DAS PRISÕES EM MINAS

Pra todo mundo entender o porquê de uma das pautas principais do Aécio ter sido o de baixar a maioridade penal: MAIS presos para MAIS prisões privadas (PPPs) para dar MAIS lucro para os laranjas do PSDB mineiro que criaram estas prisões num esquema nitidamente fraudulento. Resta saber se o MP e o novo governo do PT vão encarar juntos uma devassa nestas tramóias que irão garantir rios de dinheiro vazando do Estado direto pro bolso desta máfia das prisões em Minas.

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2014/12/27/A-MENOS-DE-CINCO-DIAS-DO-FINAL-DO-MANDATO-GOVERNADOR-DE-MINAS-QUER-CRIAR-MAIS-SEIS-UNIDAD.htm

Curiosidade: o vídeo incrível do Rafucko sobre o tema:https://www.youtube.com/watch?v=RagoQbf3BXI

E um bom texto sobre a privatização de serviços públicos nos EUA e em todo mundo, com destaque para o sistema prisional.

http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/03/a-privatizacao-de-tudo/